Planície pura, dura, sem sombras, alguns cavalos a pastar, mais oliveiras alinhadas e uns poucos aviões a descolar do aeródromo, que quer ser aeroporto internacional. Beja serve de ponto de partida para mais uma etapa, que termina em Cuba, vila com vários atrativos. Desde logo, no largo onde se situa o Turismo, descobrimos a controversa estátua de Cristóvão Colombo, da autoria do escultor Alberto Trindade, inaugurada em 2006 e que pesa uma tonelada e meia.
Tivemos tempo de explorar Beja, pelo que podemos iniciar a nossa jornada logo à saída da cidade, atravessando a linha ferroviária na abertura da vedação junto à Rua da Lavoura. A partir daí, seguimos pelas típicas ruelas de pedra e passamos pelo Arco da Porta de Avis. Como curiosidade, as pedras do arco da porta foram perdidas após a sua demolição, em 1893, para serem encontradas 40 anos mais tarde, na função de mesas da peixaria do mercado local. Orientados pelos azulejos afixados nas paredes dos prédios, dirigimo-nos até ao ponto de travessia do “caminho de ferro” já atrás referido. Daqui seguimos, à esquerda, em estrada asfaltada, na direção da aldeia de São Matias, longe de 6 km, quase em linha reta. Pelo Caminho, o alcatrão dá lugar à terra batida que calcorreamos até chegar a um cruzamento onde escolhemos virar à esquerda. Avistamos as primeiras casas da aldeia de São Matias, onde entramos pela Rua Alferes Borges dos Reis, depois de atravessada a estrada nacional N18. Estamos sensivelmente a meio do percurso, pelo que lhe sugerimos uma pausa para almoço no único restaurante local à beira da estrada. Junto ao Largo da Igreja, podemos visitar a Igreja de São Matias, construída no século xvi, com duas colunas de talha dourada e um retábulo de caráter popular. Partimos da aldeia pela estrada rural que conflui ao largo, a norte, no sentido de Cuba. Chegamos a Cuba atravessando o Bairro Novo da Bica e a ampla rotunda, seguindo para a Rua 1.o de Maio. 250 m à frente, viramos à direita para a Rua de Serpa Pinto, e apressamo-nos, em frente, até chegarmos ao posto de Turismo no Largo Cristovão Colon. Viemos rápido para chegar a tempo de fazer uma visita ao mais famoso sapateiro artesanal do Alentejo, o carismático Mário Grilo, e tirar o molde ao pé para as nossas próximas genuínas botas alentejanas! Em Cuba, demoramo-nos ainda a fazer a imperdível Rota das Tabernas, entrando e saindo de antigas e tradicionais tabernas entre dois dedos de conversa, petiscos regionais e sucessivos “copos de três”...
Responsável pela Manutenção: Turismo do Alentejo, ERT
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No Alentejo tem mesmo que provar as iguarias típicas. O pão alentejano, o azeite, os vinhos. As entradas de azeitonas, uma tábua de queijos e o delicioso presunto. A sopa alentejana (há várias). Saboreie as açordas e as migas, o borrego e a carne de porco. Porque não uma sericaia que é doce conventual, para sobremesa, por exemplo? Mas a carta é diversa. Veja onde pode saborear a gastronomia alentejana. E porque em viagem pelo Alentejo, noites repousantes são imprescindíveis. Aqui encontra várias opções onde pode descansar e relaxar.
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