A cerca de 300 m de altitude, na vertente nordeste do polje de Mira-Minde, veio à luz o princípio de uma grande descoberta espeleológica que continua a crescer. Quando os habitantes de Mira de Aire, em 1947, desceram ao carso profundo, quase não podiam ver a dimensão daquele espaço, muito menos imaginar o eco da sua descoberta. Espeleólogos e curiosos, dispostos e de malas prontas, foram averiguar. Um ano depois, em 1948, foi fundada, em Lisboa, a Sociedade Portuguesa de Espeleologia (SPE). Acenderam-se as luzes ao público a 11 de agosto de 1974. Atualmente, a parte visitável da gruta conta com aproximadamente 600 m de extensão e pouco mais de 100 m de desnível. Foi eleita, no ano de 2010, uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, pela New 7 Wonders Foundation. No interior, admirável pelo conjunto de espeleotemas que possui, vemos as cores das rochas misturadas com as cores da iluminação. Entre bandeiras, colunas, estalactites e estalagmites, encontramos recantos preenchidos por cristalizações, cascatas de pedra e, com alguma sorte, a presença dos espeleólogos que continuam as investigações. Além dos limites turísticos, as grutas de Mira de Aire ou de Moinhos Velhos, ou Grutas, como são conhecidas, estendemse por mais de 11 km numa rede de galerias que integra o sistema Moinhos Velhos-Pena-Contenda. Foram classificadas como Imóvel de Interesse Público (1955) pelos seus vestígios paleontológicos e como sítio Ramsar (2005) em conjunto com o polje de Mira-Minde e nascentes associadas.
Código de conduta: Este geossítio integra a Área Protegida do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Preserve a integridade do meio cavernícola e do ambiente; respeite a natureza, as pessoas e a propriedade privada; não recolha amostras; leve consigo o lixo que produzir; não faça lume; não deixe vestígios; respeite a vida selvagem, seus locais de abrigo e reprodução.
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