Situada na margem direita do Rio Tejo, a Golegã apresenta-se com uma marca bem distinta e reconhecível a nível nacional e internacional - Capital do Cavalo -, com destaque para os eventos da Feira Nacional do Cavalo, Feira Internacional do Cavalo Lusitano e a secular Feira de São Martinho. Referências mundiais na arte equestre e do cavalo puro-sangue lusitano.
Na Reserva Natural do Paul do Boquilobo, encontramos campos férteis, fonte de subsistência e de rentabilidade, ao longo das gerações, para quem cultiva terras e cria gado. Um outro ex-líbris, é a Casa-Estúdio Carlos Relvas, um espaço com características únicas a nível mundial e que nos explica os primórdios da fotografia em Portugal. Em Azinhaga, no concelho da Golegã, estamos na aldeia-berço do Nobel da Literatura José Saramago, onde se localiza a Casa-Museu, uma extensão da Fundação José Saramago.
Na vila pequena e pacata da Golegã, há também caminho para os peregrinos de Santiago. Ao atravessar o norte da lezíria ribatejana, a Golegã é uma vila de passagem. Conta-nos a tradição, que na origem desta povoação está a atividade de albergaria, servida pela capela dedicada a Nossa Senhora da Albergaria, que acolhia viajantes e peregrinos que tinham como destino Santiago de Compostela. No século XVI, a albergaria seria o ponto central a partir do qual se criou em redor o património da Misericórdia local.
A Quinta da Cardiga, doação de D. Afonso Henriques à Ordem do Templo, em 1169, dispôs de comendador próprio a partir do século XIV, o que revela a importância da localidade para a Ordem de Cristo. Uma reforma iniciada em 1540, por iniciativa de Frei António de Lisboa, reconfigurou o palácio, preservando a torre de menagem do antigo castelo templário. As obras continuaram entre 1592 e 1617, no tempo do sobrinho, Frei Pedro Moniz.
A Golegã é assim, uma vila do Caminho, não somente no sentido literal, mas porque também se encontram sinais associados à presença e passagem dos viajantes dos Caminhos de Santiago. Aqui se reúnem diferentes gerações e nacionalidades, em ambiente rural e pitoresco, com o acolhimento dos anfitriões locais, as gentes da Golegã.
A Golegã tem a acessibilidade da autoestrada A23 e é servida pela estação de comboio de Mato de Miranda, a escassos 10 quilómetros de distância.
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