Denominada de Oleastrum (óleo de oliveira, azeite) pelos romanos, provavelmente devido a ser uma terra rica em oliveiras e propícia à produção de azeite, Azambuja tem uma história com indícios que remontam ao século I a.c., período que corresponde à invasão da Península Ibérica pelos romanos.
Mais tarde, os árabes atribuíram o nome de Azzabuja (Olival Bravo) a esta terra, reconquistada por D. Afonso Henriques, em 1147, e cedida depois a D. Childre Rolim (ou D. Xira como era conhecido), que a batizou como Vila Franca. O nome de Vila Franca de Xira, proveniente deste cavaleiro reconhecido pelo heroísmo e ajuda no Cerco de Lisboa, passou depois a pertencer a um outro território, que D. Childre Rolim povoou e desenvolveu. O nome dado pelos árabes - Azzabuja - regressou assim para este povoado reconquistado, que ficava doravante conhecido como Azambuja, com foral concedido por D. Sancho I no ano de 1200, confirmado por D. Afonso II, em 1218, e em 1513, por D. Manuel. No ano de 1531, a Vila de Azambuja ficou bastante lesada por um terramoto de grande magnitude.
Num território de grande diversidade topográfica e paisagística, é constituído na maioria por pequenos povoados, que constituem as 7 freguesias. Mandado construir pelo Marquês de Pombal, em 1748, para irrigar os campos de cultivo, o canal da Vala Real de Azambuja tem uma extensão de 26 quilómetros, que liga Azambuja ao Tejo.
A norte, a atividade económica principal é a agricultura, de policultura intensiva e de cariz familiar. O sul, é caracterizado pelas lezírias, com planícies verdejantes e férteis, manadas de cavalos e de gado bravo, numa terra intimamente ligada ao mundo da tauromaquia, à "Festa Brava".
A par de uma Azambuja rural, há um polo industrial, que beneficia de uma localização privilegiada às portas da grande Lisboa, da via de acesso da autoestrada A1, bem como da mobilidade conferida pelos transportes, com uma estação rodoviária central e uma estação de comboio no centro da cidade. Estas condições favorecem uma Azambuja mais industrial, com investimento nacional e internacional por parte de empresas que vieram contribuir para o desenvolvimento económico e social da região, principalmente através da criação de novos postos de trabalho.
Podemos encontrar em Azambuja um vasto património, desde logo, do período pré-histórico, com o Castro de Vila Nova de São Pedro, um povoado fortificado classificado como monumento nacional. A Vila de Manique do Intendente é localidade com vários monumentos, onde sobressai a inacabada Igreja-palácio, único exemplar do género em Portugal.
Terra de gente humilde e acolhedora, na gastronomia destaca-se o queijo e o pão da Maçussa, para acompanhar com um bom vinho, produzido na região.
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