A espetacularidade e singularidade das duas cavidades que se destacam na vertente do vale de Minde, a cerca de 500 m de altitude e em frente a Mira de Aire, deram azo à imaginação dos locais, que associaram as gigantescas “narinas” a algum ser dantesco. Contudo, há milhares de anos, estas cavernas providenciaram abrigo ao Homem primitivo, durante os períodos Neolítico e Calcolítico (c. 10.000 a 1200 a.C.). As duas amplas entradas, com mais de 10 m de altura, dão acesso a salas que ultrapassam os 100 m2 de área, onde foi recuperado algum espólio arqueológico. Aqui também se encontram restos de preenchimentos detríticos endocársicos. Geologicamente, esta estrutura está integrada na zona mais tectonizada das Serras de Mira de Aire, associada às dobras de arrasto da Falha de Santo António, de orientação W-E. O acesso a esta gruta está sujeito a autorização do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e Florestas).
Código de conduta: Este geossítio integra a Área Protegida do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Preserve a integridade do património; respeite a natureza, as pessoas e a propriedade privada; não recolha amostras; não danifique a flora; leve consigo o lixo que produzir; não faça lume; não deixe vestígios; respeite a vida selvagem, seus locais de abrigo e reprodução.
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